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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

QUANDO DEIXAMOS DE SER CRIANÇAS?


 
Todos nascemos bebês, passamos pela fase da infância, alcançamos a juventude e amadurecemos, no contar dos anos.
O que é inusitado no processo é que, apesar de termos tido as mesmas experiências da inocência infantil, da ignorância de tantas coisas, ao nos tornarmos adultos, é como se esquecêssemos do que fizemos, do que éramos.
É de nos perguntarmos: quando foi que deixamos de ser crianças? Quando foi que assumimos o papel do adulto de carantonha, parecendo zangado com o mundo?
Quando foi que deixamos de apreciar algumas coisas simples, mas que nos davam tanto prazer?
Lembramos que, em dias chuvosos, fazíamos questão de andar pelas sarjetas inundadas, para sentir a água da chuva subindo além dos tornozelos.
E, ainda, tínhamos o capricho de ir chutando, para vê-la erguer-se, ofendida, e depois cair sobre nossos pés.
Fazíamos isso, a caminho da escola, sem nos importarmos em ficarmos com o uniforme molhado, na sala de aula. Valia o prazer da aventura.
E, era bom enfrentar no retorno ao lar, as ruas enlameadas, onde nos permitíamos ir deslizando, deslizando, não raro caindo.
Tudo era risos, divertindo-nos uns com os outros. Sabíamos que uma bela bronca nos aguardava ao chegar em casa. Mas, o importante era a diversão.
Coisas simples, de meninos do Interior, de anos passados.
Quando foi que esquecemos disso?
Quando foi que esquecemos de como era fácil, sem dinheiro algum, nos divertirmos?
Apostar corrida da casa ao armazém, com os irmãos. Apostar quem chegaria primeiro, quem conseguiria levar mais sacolas na sua bicicleta.
Bolinha de gude, coleção de figurinhas. A reunião com a turma antes do cinema do domingo, para trocar as figurinhas duplas, para se conseguir aquela bolinha de gude especial, colorida, bem lisinha, que o nosso amigo possuía.
E aguardávamos o dia certo do gibi chegar na banca. Quem tivesse dinheiro, comprava e lia com os amigos. Era importante porque algumas histórias eram divididas em episódios.
Não se poderia perder a continuação. Aprendíamos a emprestar, a dividir.
Por que será que agora, maduros, esquecemos de como é bom compartilhar, ceder?
Que o bom é ter amigos, muitos amigos para rir de coisas boas, para conversar do que se fez, da tolice que cometemos, sobre o negócio que não vai muito bem.
Quando foi que deixamos de ser crianças e começamos a guardar tudo para nós: o bom que vivemos, o mal que nos alcança?
Quando foi que esquecemos que fomos crianças?
*   *   *
Todos os dias, a vida nos brinda com suas surpresas. A natureza nos oferece o sol, o vento, o perfume das flores.
Também a chuva, o frio, a neve.
Alimentemos a criança que dormita em nós e utilizemos, ao menos uma parte do nosso dia, para as coisas importantes: admirar o nascer do sol, uma flor, dia a dia, desabrochando, abrindo a sua corola, pétala a pétala.
Os pássaros em algazarra nas árvores, o gato que se espreguiça ao sol, ainda sonolento.
A borboleta que visita nosso jardim, o beija-flor em seu voo ligeiro, recolhendo o néctar das flores.
Comecemos hoje a despertar a nossa criança, e verificaremos como seremos muito mais felizes, mesmo que as tarefas sejam muitas, que a conta bancária esteja quase no vermelho, que a enfermidade nos abrace.
Retornemos a sentir prazer nas coisas simples, nas coisas grandiosas com que Deus nos brinda a cada dia.

Redação do Momento Espírita. Em 30.9.2013. 

Vangelis / Cosmos

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TOLERÂNCIA É CAMINHO DE PAZ

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Como anda nossa tolerância?
Temos dificuldade em aceitar quem pense diferente de nós?
Temos dificuldade para suportar quem saiba menos, ou quem pareça ser menos inteligente?
Precisamos falar sobre essa virtude que é o mínimo necessário para uma convivência saudável, sem tantos atritos e desencontros.
Tolerar é aceitar o que poderia ser condenado, é deixar fazer o que se poderia impedir ou combater.
Portanto, é renunciar a uma parte de seu poder, de sua força, de sua cólera… Assim, toleramos os caprichos de uma criança ou as posições de um adversário.
Mas isso só é virtuoso se assumirmos, como se diz, se superarmos nosso próprio interesse, nosso próprio sofrimento, nossa própria impaciência.
A tolerância tem a ver com a humildade, ou antes, dela decorre.
De acordo com Voltaire: “Devemos tolerar-nos mutuamente, porque somos todos fracos, inconsequentes, sujeitos à mutabilidade, ao erro.”
Humildade e misericórdia andam juntas, e esse conjunto, no que se refere ao pensamento, conduz à tolerância.
“Tolerar não é, evidentemente, um ideal”, já notava Abauzit, “não é um máximo, é um mínimo.”
Se a palavra tolerância se impôs, entretanto, é sem dúvida porque de amor ou de respeito todos se sentem muito pouco capazes, em se tratando de seus adversários. Ora, é em relação a eles, primeiramente, que a tolerância age…
“Esperando o belo dia em que a tolerância se incline ao amor”, conclui Jankélévitch, diremos que a tolerância, a prosaica tolerância é aquilo que melhor podemos fazer!
Tolerar – por menos exaltante que seja esta palavra – é, pois, uma solução passável; à espera de melhor, isto é, à espera de que os homens possam se amar, ou simplesmente se conhecer e se compreender, demo-nos por felizes com que eles comecem a se suportar.
É pequena virtude, mas indispensável. É apenas um começo, mas o é.”
*   *  *
Tolerância é caminho de paz.
Não julguemos esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendemos a ouvir, já sabemos compreender.
Diante de criaturas que nos enderecem qualquer agressão, conversemos com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor. 
Perante qualquer ofensa, não percamos o sorriso fraternal e articulemos alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranquilidade.
Nos empecilhos da existência, toleremos os obstáculos sem rebeldia e eles se farão facilmente removíveis. 
No serviço profissional, suportemos com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em nos observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições. 
Em família, toleremos os parentes menos simpáticos e, com os nossos exemplos de abnegação, conquistaremos de todos eles a bênção da simpatia. 
Trabalhemos em nós essa virtude, a partir de agora. Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Tolerância, do livro Pequeno tratado das grandes virtudes, de Andre Compte Sponville, ed. Martins Fontes e no texto Tolerância, do livro Plantão de paz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDE. Em 19.9.2013. 

Gregorian - the moment of peace

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ENCONTRO COM DEUS

Senhor, tantas foram as vezes em que meus olhos fitaram o céu, em busca de respostas.
Observei as dores do mundo e me perguntei onde Tua justiça, onde Tua bondade, onde Teu infinito amor.
Ainda assim, perguntei-me: Que és Tu? Onde habitas?
Porém, aquele dia havia de chegar. E chegou. E nós nos encontramos.
O hospital estava especialmente frio naquela noite de outono.
Eu fazia minhas rondas, acompanhando o quadro de cada paciente pelo qual eu, enquanto médico, era responsável.
Fui, então, surpreendido pela mãe de um dos meus pacientes, que, desesperada, gritava meu nome.
Seu filho, contando sete anos à época, estava tendo crises seguidas de convulsão. Seu corpo frágil, tomado pelo câncer, debatia-se sobre a maca.
Após estabilizá-lo e, levando-se em conta meus quarenta anos na área da oncologia, sabia que a morte não tardaria a chegar para aquele frágil menino.
Todavia, algo inusitado aconteceu: talvez porque tenha me lembrado de meu neto, saudável e feliz, lágrimas começaram a brotar incessantes de meus olhos e, mesmo muito me esforçando, não pude contê-las.
Segurei a mão daquela criança e, amparado pela mãezinha que agora compartilhava as lágrimas comigo, senti a pulsação dele ir tornando-se cada vez mais fraca, até cessar completamente.
Imediatamente, comecei a pensar em palavras de conforto para aliviar o coração daquela mãe que acabara de perder seu filho. Porém, as grossas lágrimas que rolavam pela minha face não me permitiam consolar alguém.
E quão espantado fiquei quando aquela senhora, enxugando as suas próprias lágrimas, abraçou-me e disse: Não chore, doutor. Deus quis que meu filho não sofresse mais.
Deus sempre age em nosso favor, prosseguiu a senhora. Nós é que, egoístas, muitas vezes não somos capazes de enxergar a Sua misericórdia em tudo o que nos cerca, mesmo quando sofremos.
Confuso, não consegui acompanhar o raciocínio daquela sábia mulher: Como podemos encontrar misericórdia no sofrimento?
E ela, como lendo os meus pensamentos, asseverou: Deus é como um pai que trata de seu filho doente: permite que o rebento tome o remédio, embora amargo, mas que trará alívio e cura para o corpo enfermo.
Deus permite que tomemos o remédio amargo do sofrimento, a fim de que curemos nosso Espírito de todo mal que, porventura, possa ainda nele existir.
*   *   *
Na resposta tão simples daquela senhora, eu Te encontrei.
Naquela maca, não estava apenas o filho da resignada mulher. Todas as dores do mundo, pelas quais também eu chorava, estavam ali representadas.
Enquanto eu via injustiça e dor, ela via oportunidade e regeneração. Enquanto eu perdia um paciente para a morte, ela entregava um filho para a vida. Eu via o fim. Ela, o começo.
*   *   *
Deus em tudo se revela. Baixemos a guarda de nosso orgulho, de nosso materialismo, de nosso egoísmo a fim de o percebermos.
No verde das florestas, no canto dos pássaros, nos que sofrem, nos que riem e dentro de nós... Lá Ele está!
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita. Em 16.9.2013.

Karunesh - Heart to Heart

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SER JOVEM

O general Mac Arthur teve oportunidade de se pronunciar a respeito das fases da vida e o fez nos seguintes termos:
A juventude não é um período da vida. Ela é um estado de espírito, um efeito da vontade, uma qualidade da imaginação.
É uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre a timidez, do gosto da aventura sobre o amor ao conforto.
Não é por termos vivido um certo número de anos que envelhecemos. Envelhecemos porque abandonamos o nosso ideal.
Os anos enrugam o rosto. Renunciar ao ideal enruga a alma. As preocupações, as dúvidas, os temores e os desesperos são os inimigos que lentamente nos inclinam para a terra e nos tornam pó antes da morte.
Jovem é aquele que se admira, que se maravilha e pergunta, como a criança insaciável: e depois?
É aquele que desafia os acontecimentos e encontra alegria no jogo da vida.
Considerando tudo isso, com certeza, é que Malba Tahan dizia que não importava se ter noventa, trinta ou dezessete anos.
Porque, afirmava, só o homem comum envelhece com o passar dos dias e dos anos.
O Espírito superior, porém, indiferente ao escoar do tempo, só envelhece com a perda dos seus ideais, o aniquilamento das suas ilusões e com o abandono de seus sonhos.
A mocidade é medida pela confiança e pelo esplendor dos seus sonhos.
Pode-se ser jovem com a própria fé, a coragem, que ultrapassa a timidez.
Pode-se ser velho com nosso próprio medo. A velhice se implanta quando a ânsia de aventura é vencida pelo desânimo e a pessoa somente deseja ficar repousando, viver tranquila.
Assim, seremos jovens enquanto nos conservarmos receptivos às mensagens da natureza. Enquanto tivermos olhos de ver a diversidade infinita de cores da paisagem.
Enquanto tivermos ouvidos de ouvir a melodia do vento nos ramos do salgueiro e o tamborilar da chuva no telhado, escorrendo pela calha.
Seremos jovens enquanto nos deixarmos arrebatar por tudo que é belo, bom, grande.
Enquanto o verde da esperança predominar na policromia da nossa alma. Enquanto o desânimo não conseguir adentrar a porta do coração e a preguiça não dominar a mente.
Enquanto tivermos forças para tecer a colcha de retalhos da nossa vida com sentimentos positivos: um quadradinho azul de amor, um quadradinho rosa de perdão. Um retalhinho lilás de compreensão. Um arremate branco de amizade.
*   *   *
Se temos um trabalho para cansar, uma tristeza para sentir, uma comida da qual reclamar, não nos permitamos enrugar, envelhecendo.
Se nosso sonho foi desfeito, permitamo-nos outros sonhos e sigamos em frente.
Lembremos de agradecer a Deus, pelo que temos, pelo que o dia nos oferece. Pois existem muitos que dariam tudo para estar em nosso lugar.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. O tempo, de Malba Tahan; no cap. Lembre-se, de autoria desconhecida e no cap. Ser jovem, do general Mac Arthur, do livro Momentos de luz, v. 1, ed. Kuarup. Em 11.9.2013.



Gregorian - Forever young

domingo, 8 de setembro de 2013

SEMPRE É TEMPO DE DOAR


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Certo dia, uma jovem estava à espera de seu voo, na sala de embarque de um aeroporto. Como deveria esperar por muitas horas, ela resolveu comprar um livro para matar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos.
Depois, achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.
Quando ela pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um.
Ela ficou indignada, mas não disse nada. Pensou: Que sujeito abusado. E ainda sorri quando olho para ele.
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um.
Aquilo a foi deixando sempre mais indignada. Tão incomodada que ela nem conseguia reagir.
Por fim, restava apenas um biscoito no pacote e ela pensou: O que será que o abusado vai fazer agora?
O homem sorriu outra vez, dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.
Aquilo a deixou furiosa. Era o cúmulo! Ela pegou o seu livro, seus pertences e foi para o embarque.
Quando se sentou confortavelmente, no interior da aeronave, abriu a bolsa à procura de um espelho para ver como estava o seu rosto. Deveria estar vermelho de raiva!
Sua surpresa foi enorme. Ali, dentro da bolsa, fechadinho, estava o seu pacote de biscoitos.
Agora ela estava vermelha de vergonha. Quem estava errada o tempo todo era ela. E já nem havia tempo para voltar e pedir desculpas ao homem, a quem nem agradecera a gentileza de dividir os biscoitos.
Tinha ficado tão transtornada por pensar que eram os seus biscoitos que estavam sendo devorados pelo desconhecido e, no entanto, ele dividira sem mostrar preocupação alguma.
*   *   *
O fato nos leva a meditar em quantas vezes ficamos com raiva, perdemos nosso bom humor por pouca coisa. Até por coisa nenhuma.
Pessoas como o homem do aeroporto nos demonstram que o bom da vida é mesmo dividir, cooperar.
Afinal, se pensarmos bem, estamos todos numa mesma e grande escola, e pertencemos a uma grande,  numerosa e mesma família, que se chama Humanidade.
O correto mesmo é viver assim, dividindo, repartindo. Ter um sorriso sempre pronto na fila de embarque do aeroporto, na sala de espera do dentista, na fila enorme do supermercado, na fila do coletivo.
O mundo seria melhor se todos aprendêssemos a sorrir e a dividir mais.
*   *   *
A nossa busca deveria sempre ser no sentido de mais dar do que receber.
E todos somos capazes de nos comportar assim. Basta querer. E querer é fácil. Quem de nós, afinal, não deseja transformar o mundo à sua volta?
E o mundo somente se mudará se nos mudarmos, mudarmos as nossas atitudes.
Não foi outro o motivo que levou Francisco de Assis a dizer: É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, é semeando amor que se recebe amor.

Redação do Momento Espírita, com base no texto Biscoitos, de autoria ignorada. Em 13.05.2011.


Karunesh - Follow your heart
http://www.youtube.com/watch?v=LlxC6qfVuxE

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O CAMINHO PARA O AMOR INCONDICIONAL


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14. O CAMINHO PARA O AMOR INCONDICIONAL

Ele é a energia que sustenta e harmoniza a vida; é o que dá a sensação de plenitude e preenchimento que buscamos em nossos relacionamentos.

Mais uma vez estamos aqui para começar uma comunicação com vocês. Hoje o tema é amor incondicional, essa forma de amor de que vocês tanto ouvem falar mas que não compreendem de fato o sentido disso. É preciso entender que trata-se da forma de amor mais pura, mais objetiva que existe, a única, verdadeira e original na verdade. Tudo no Universo deriva dessa energia do amor incondicional - o funcionamento das leis, a mecânica da vida, o relacionamento entre os seres evoluídos e as leis que regem o mundo. Tudo deriva dele porque é a única e primeira forma de energia que existe no Universo.

As formas de amor que conhecem são carregadas dos matizes da paixão, às vezes do egoísmo e não raro se transformam em ódio. O amor incondicional, como energia básica da vida, pode ser configurada da maneira como quiserem que seja. Mas é na sua pureza intrínseca que ela promove o bem, edifica os mundos na luz, espalha o amor em todas as direções. Vocês são capazes de sentir o amor incondicional? Claro que sim. Se não tivessem seus egos, se não fossem tão motivados por eles em suas experiências e intenções com os outros, o que viria daí seria o amor incondicional puro, harmonioso, de aceitação e bem querer sem exigir trocas ou recompensas.

O que vocês sentem nem sempre é amor, mas apego, é aquela coisa de eu quero ter a pessoa comigo a qualquer custo e me devoto a ela, faço tudo por ela, cubro-a de mimos e assim terei o amor e a fidelidade dela para sempre. Mas isso não tem base segura, não é o verdadeiro amor que aceita, que não faz exigências, que não cobra nada do ser amado. No amor incondicional não existe exclusividade, ele é abundante e espalhado igualmente a todos os seres e criaturas. É a maior ventura que existe porque realmente preenche, dá aquela sensação de preenchimento que vocês buscam através do amor romântico.

Entendam que essas formas de amor egoísta não se sustentam, não duram por muito tempo porque um dia a pessoa mostra a sua verdadeira face, um dia ela revela gostos e sentimentos ou escolhas que não incluem vocês e aí o mundo desaba. Para bancar o jogo do amor romântico é preciso fingir, é preciso tentar ser uma coisa que não são e um dia a casa cai - por isso esse amor não dura eternamente, por isso volta e meia estão buscando outros parceiros com quem desempenhar o amor romântico.

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O amor incondicional de Deus aceita, permite, deixa seus filhos agirem e escolherem à vontade. O verdadeiro amor incondicional aposta no crescimento, confia nele porque é uma lei da vida baseada no próprio amor incondicional de Deus, que atrai para si toda forma de consciência. Desse fato não há como escapar, não há como se desviar do objetivo final de toda vida que é a comunhão com Deus, de onde veio, e a força irresistível do amor incondicional é o imã que a todo momento atrai as criaturas de volta ao Grande Sol Central, o centro da Consciência Crística do Universo.

Permitam-se sentir essa força incrível em tudo contemplando a beleza da vida, da natureza que cerca vocês. Tenham olhos para admirá-las, a beleza de uma flor, o cuidado dos animais para com seus filhotes, a placidez das águas, o frescor do vento. Reconheçam como tudo na vida é caricioso, benéfico em seu estado normal. Está bem, existem também as tempestades, os tumultos, mas isso são formas criadas pela dissonância energética, pelos conflitos entre vocês, e as manifestações de aparente desordem na natureza são a forma como ela se limpa, se purifica de toda energia densa que não se compatibiliza com a ordem natural que é amor incondicional.

O amor incondicional proporciona o equilíbrio, a harmonia, a ordem natural das coisas. Deixe que ele atue na vida de vocês sendo verdadeiros para consigo mesmos e deixando os outros também serem. Colocando-se no lugar dos outros. Jesus não disse ama o próximo como a ti mesmo? Lição de amor incondicional, uma fórmula simples, colocar-se no lugar do outro e não fazer a ele o que não queria que lhe acontecesse. Tão simples e tão ignorada na vida de vocês. Escondem o jogo, tentam levar vantagem sobre os semelhantes roubando, cobiçando, escondendo, sendo desonestos. Essas atitudes são a negação do amor incondicional.

O que seria esse amor, como senti-lo e percebê-lo na vida de vocês? Consultando o seu coração sobre o que é bom e o que não é bom fazer, bom no sentido produtivo, proveitoso e amoroso, respeitoso para com os outros seres. Não passem por cima dos próprios sentimentos. Não os ignorem. O coração é centro da sabedoria do ser de vocês, consultem-no mais, deixando de lado a razão que muitas vezes vai agir em benefício da segurança e da preservação de vocês sem considerar o outro. A razão é egoísta, está a serviço do ego, nega tudo aquilo que possa ameaçar a suposta integridade dos egos de vocês.

A integridade de vocês, verdadeira integridade está com a luz, está no amor incondicional que não divide, mas une; que não recrimina, mas aceita; a verdadeira integridade do ser está no amor incondicional. Esse amor está em todo lugar, em toda vida - a vida não seria possível sem ele. É o amor incondicional que permite que o maior criminoso, o maior facínora viva, porque o que faz o coração dele bater senão o amor incondicional? Se Deus nos punisse, retirando o alento de vida dos seres impuros, não sobraria ninguém sobre a face da Terra. Ninguém, pois uma vez encarnado, o ser tem ajustes a realizar, participando da roda da encarnação. Então, se há ajustes é porque não atingiu a pureza. A pureza que, como cristal, irradia a Luz em todas as direções.  

Autor: Áprica
Canal: Regina Giannetti


Mercedes Sosa e Beth Carvalho_Eu só peço à Deus


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