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segunda-feira, 16 de maio de 2011

REENCARNAÇÃO


Reencarnação

Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Reencarnação e Ressurreição. 4.Finalidade da Encarnação. 5. Justiça da Reencarnação. 6. Limites da Reencarnação. 7. Enfoque Científico. 8. Outros Tópicos. 9. Conclusão. 10. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a alma é imortal e ao corpo físico retorna quantas vezes for necessário.

2. CONCEITO

Reencarnação significa a volta do Espírito à vida corpórea, mas num outro corpo, sem qualquer espécie de ligação com o antigo. Usa-se também o termo Palingenesia, proveniente de duas palavras gregas — Palin, de novo; genesis, nascimento.

Metempsicose - do grego metempsykhosis, embora empregada no mesmo sentido da reencarnação, tem um significado diferente, pois supõe ser possível a transmigração das almas, após a morte, de um corpo para outro, sem ser obrigatoriamente dentro da mesma espécie. Ou seja, a alma que atingiu a fase humana poderia reencarnar em um animal. Plotino (205-270 a. C.) sugeriu que se substituísse por metensomatose, uma vez que haveria na realidade, mudança de corpo (soma) e não de alma (psykhe) (Andrade, 1984, p. 194 e 195)

Ressurreição - do lat. ressurrectione - significa ato ou efeito de ressurgir, ressuscitar. Segundo o Catolicismo e o Protestantismo, retorno à vida num mesmo corpo.

3. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO

A confusão entre o conceito de ressurreição e o de reencarnação é porque os judeus tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Por isso, a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Eles acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem se inteirarem com precisão da maneira pela qual o fato podia ocorrer. Eles designavam por ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente chama reencarnação.

A ressurreição segundo a idéia vulgar é rejeitada pela Ciência. Se os despojos do corpo humano permanecessem homogêneos, embora dispersados e reduzidos a pó, ainda se conceberia a sua reunião em determinado tempo; mas as coisas não se passam assim, uma vez que os elementos desses corpos já estão dispersos e consumidos. Não se pode, portanto, racionalmente admitir a ressurreição, senão como figura simbolizando o fenômeno da reencarnação.

O princípio da reencarnação funda-se, a seu turno, sobre a justiça divina e a revelação. Dessa forma, a lei de reencarnação elucida todas as anomalias e faz-nos compreender que Deus deixa sempre uma porta aberta ao arrependimento. E para isso, Deus, na sua infinita bondade, permite-nos encarnar tantas vezes quantas forem necessárias ao nosso aperfeiçoamento espiritual, utilizando-se deste e de outros orbes disseminados no espaço. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 4, p. 59)

4. FINALIDADE DA ENCARNAÇÃO

1) Expiação — Expiar significa remir, resgatar, pagar. A expiação, em sentido restrito consiste em o homem sofrer aquilo que fez os outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida corporal, seja na vida espiritual.

2) Prova — Em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o Espírito. A prova, às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma determinada falta. Trata-se freqüentemente de simples provas escolhidas pelo espírito para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova mas a prova nem sempre é uma expiação.

3) Missão — A missão é uma tarefa a ser cumprida pelo Espírito encarnado. Em sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra encarnação, neste ou naquele mundo. Há, assim, a missão dos pais, dos filhos, dos políticos etc.

4) Cooperação na Obra do Criador — Através do trabalho, os homens colaboram com os demais Espíritos na obra da criação.

5) Ajudar a Desenvolver a Inteligência — a necessidade de progresso impele o Espírito às pesquisas científicas. Com isso a sua inteligência se desenvolve, sua moral se depura. É assim que o homem passa da selvageria à civilização.

A encarnação ou reencarnação tem outras finalidades específicas para este ou aquele Espírito. Citam-se, por exemplo, o restabelecimento do equilíbrio mental e o refazimento do corpo espiritual. (FEESP, 1991, 7.ª Aula, p. 73 a 76)

5. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO

A doutrina da reencarnação, que consiste em admitir para o homem muitas existências sucessivas, é a única que corresponde à idéia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior; a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os Espíritos ensinam. (Kardec, 1995, pergunta 171)

6. LIMITES DA ENCARNAÇÃO

A encarnação não tem, propriamente falando, limites nitidamente traçados, se se entende por isso o envoltório que constitui o corpo do Espírito, já que a materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica. Nesse sentido, o limite máximo seria a completa depuração do Espírito, quando o perispírito estaria totalmente diáfano. Mas mesmo assim, há trabalho a realizar, pois podem vir em missões para ajudar os outros a progredirem. (Kardec, 1984, cap. IV, it. 24, p. 67 e 68)

7. ENFOQUE CIENTÍFICO

O Dr. Ian Stevenson, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos da América, conseguiu catalogar cerca de 2000 casos, tendo publicado cinco livros versando sobre esses relatos. Em um de seus livros, o 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, reúne 7 casos na Índia, 3 no Ceilão, 2 no Brasil, 7 no Alasca e 1 no Líbano.

O Método empregado pelo Dr. Ian Stevenson consiste em descobrir pessoas, principalmente crianças, que espontaneamente manifestem recordações. Na maioria dos casos espontâneos, os principais acontecimentos já ocorreram quando o investigador entra em cena.

Possíveis ocorrência erros:

1) tradução;

2) os registros no ato da transcrição das testemunhas;

3) as observações quanto ao comportamento do entrevistado;

4) falhas de memória por parte das testemunhas;

5) Além disso, embora acreditem na reencarnação, as pessoas envolvidas adotam atitudes bem diferentes. Existe uma crença generalizada de que a lembrança de vidas pretéritas condena à morte prematura, e muitas vezes os pais usam de medidas enérgicas e mesmo cruéis, para evitar que uma criança fale sobre uma vida anterior.

Stevenson, em suas observações conclusivas, não opta com firmeza por nenhuma teoria como explanatória de todos os casos. Diz ele que alguns casos podem ser explicados melhor como sendo devido à fraude, à criptomnésia ou à percepção extra sensorial com personificação (talvez com misto de telepatia e retrocognição).

Complementando diz: "Na medida em que nos preocupamos com a evidência da sobrevivência, não nos sentimos obrigados a supor que todo caso sugestivo de renascimento deve ser explicado como um caso de reencarnação. Nosso problema é antes, saber se há algum caso (ou mesmo somente um) em que nenhuma outra explicação pareça melhor do que a reencarnação, na explanação de todos os fatos. (Stevenson, 1971, p. 506)

8. OUTROS TÓPICOS

O tema reencarnação, por ser amplo, comportaria vários outros tópicos, ou seja: planejamento da reencarnação, mapas cromossômicos, reencarnação na Bíblia, encarnação nos diferentes mundos etc.

9. CONCLUSÃO

A reencarnação fundamenta todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo; com ela, todo o sofrimento encontra a sua explicação lógica, reacendendo, assim, a esperança num futuro mais promissor.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ANDRADE, H. G. Espírito, Perispírito e Alma: Ensaio sobre o Modelo Organizador Biológico. São Paulo, Pensamento, 1984.
AUTORES DIVERSOS. Curso Básico de Espiritismo (1.º Ano). 3. ed., São Paulo, FEESP, 1991.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.
STEVENSON, I. 20 Casos Sugestivos de Reencarnação. São Paulo, Difusora Cultural, 1971.

São Paulo, julho de 1999

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Referências sobre o tema REENCARNAÇÃO. Enviada em 11/07/2007 por

Washington Bacelar

Sugestões e complementos podem ser enviadas para washingtonbacelar@yahoo.com.br

1. AMORIM, Deolindo. O Espiritismo e os problemas humanos. São Paulo : USE, cap. V – Reencarnação e desigualdades.

2. ANDREA, Jorge. Forças sexuais da alma. Ed. FON-FON. Cap. II (vórtices espirituais).

3. ANDREA, Jorge. Paligênese: a grande Lei. (????) Cap. Caminho da Libertação.

4. ANDREA, Jorge. Psicologia espírita. 5.ed. Petrópolis : LORENZ, 1991. vol 1. cap. transplantes.

5. DENIS, Leon. Depois da Morte. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XLI.

6. DENIS, Leon. O problema do ser, do destino e da dor. Rio de Janeiro : FEB. 1993. Caps. XIII a XIX.

7. KARDEC, Allan. A Gênese. 17. ed. São Paulo : LAKE, 1994. cap. XI, Reencarnações

8. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo. 244. ed. Araras, SP : IDE, 1999. cap. IV, XIV – item 8 e 9, XVII – item 11.

9. KARDEC, Allan. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, 96. ed. Araras, SP : IDE, 1995. perg. 132 a 146, 166 a 222, 330 a 399, 686 a 649.

10. MIGUEL, Alfredo. A tese das vidas múltiplas. São Paulo : LAKE. (todo um estudo sobre esta tese).

11. MIRANDA, Hermínio. A reencarnação na Bíblia. São Paulo : Pensamento, 1995.

12. NOVAES, Adenáuer Marcos. Reencarnação: processo educativo. Salvador : Fundação Lar Harmonia, 1955. (esta obra apresenta um verdadeiro resumo das mais importantes pesquisas e pesquisadores deste tema).

13. PERALVA, Martins. O pensamento de Emmanuel. . Rio de Janeiro : FEB. Caps. Paligenesia; Fases da Reencarnação.

14. RAMOS, Agelisau N. P. A reencarnação na Bíblia. Recife : Companhia Editora de Pernambuco, 1985.

15. TINOCO, Carlos Alberto. O modelo organizador biológico. Curitiba : Veja, 1982. (esta obra apresenta um estudo profundo sobre a formação genética do ser humano, com variadas imagens comparativas e cálculos matemáticos)

16. UBALDI, Pietro. A grande síntese. São Paulo : FUNDAPU. Cap. LXXIV.

17. XAVIER, Francisco Cândido / Emmaneul. Emmanuel. Rio de Janeiro : FEB. cap. XXIV, respondendo às objeções. e Janeiro : FEB. Cap. XVII (fases da reencarnação), E outros.

18. XAVIER, Francisco Cândido / Emmaneul. Vida e sexo. Rio de Janeiro : FEB. Cap. X e XIV.

19. XAVIER, Francisco Cândido /André Luis. Missionários da Luz. Rio de Janeiro : FEB. (todo o processo reencarnatório é apresentado aqui emdatalhes surpreendentes. Valioso trabalho).

20. XAVIER, Francisco Cândido /Emmanuel e André Luis. Evolução em dois mundos. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XIX. (e vários outros).

21. XAVIER, Francisco Cândido /Emmanuel e André Luis. Sexo e destino. Rio de Janeiro : FEB. Cap. IX e X. (como ocorrem as reencarnações coletivas, como as famílias são agregadas e preparadas para suas reencarnações).

DIVALDO PEREIRA FRANCO

1. Antologia Espiritual – Diversos espíritos – Salvador : LEAL, 1994. cap. III – Reencarnação e progresso / Morte e ressurreição.

2. Atualidade do pensamento espírita – Vianna de Carvalho – Salvador : LEAL, variadas perguntas.

3. Dias Gloriosos – Joanna de ANGELIS – Salvador : LEAL, 2000. (Clonagem, transplantes, Criogenia, renascimento).

4. Enfoques Espíritas – Vianna de Carvalho – Salvador : LEAL, 1995. (Reencarnação: ato de justiça)

5. Estudos Espíritas – Joanna de Angelis – Rio de Janeiro : FEB, cap. 8.

6. Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis – Salvador : LEAL, 1992. cap. IV. – afinidade e sintonia.

7. Luzes do Alvorecer – Diversos Espíritos – Salvador : LEAL, 2001. Mensagem 10, de Ivan Costa.

8. Momentos de Consciência – Joanna de Angelis. Salvador : LEAL. Cap. X.

9. Nas Fronteiras da loucura – Manoel Miranda – Salvador : LEAL, cap.

10. O homem integral. – Joanna de Angelis. Salvador : LEAL. cap. VIII.

11. Reflexões Espíritas – Vianna de Carvalho – Salvador : LEAL, cap. XII.

12. SOS família – Joanna de Ângelis – Salvador : LEAL, 1994. diversas mensagens.

Com: CARNEIRO, Celeste Santos. A venerando Joanna de Ângelis. Salvador : LEAL, 1998. (apresenta algumas encarnações da Mentora Espiritual do Centro Espírita Caminho da redenção).

OBRAS NÃO ESPÍRITAS.

1. GROF, Stanislav. A mente holotrópica. Novos conceitos sobre Psicologia e pesquisa da consciência. Rio de Janeiro : Rocco, 1994. cap 5 – Experiência de morte e renascimento.

2. WAMBACH, Helen. Recordando vidas passadas. São Paulo : Pensamento, 1978.

3. WEIS, Brian. A divina sabedoria dos mestres. Rio de Janeiro : Sextante, 1999. cap. 2.


Fonte: http://www.ceismael.com.br/artigo/reencarnacao.htm

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