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sábado, 17 de abril de 2010

A FÉ MOVE MONTANHAS



A PARÁBOLA DA FIGUEIRA SECA

Na manhã seguinte, ao saírem de Betânia, Jesus sentiu fome. Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma coisa, mas, ao chegar ao pé dela, não encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos. Disse então: Nunca mais alguém coma fruto de ti. E os discípulos ouviram isto.

Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes. Pedro, recordando-se, disse a Jesus: Olha, rabi, a figueira que amaldiçoaste secou! Jesus disse-lhes: Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: Se alguém disser a este monte: Tira-te daí e lança-te ao mar e não vacilar em seu coração, mas acreditando que o que diz vai realizar-se, vê-lo-á de facto acontecer. (Marcos, 12 a 14 e 20 a 23)

A figueira seca é o símbolo das pessoas que só têm a aparência do bem, mas que, na realidade, não produzem nada de bom. Oradores que têm mais brilho que solidez, as suas palavras têm um verniz superficial, agradam aos ouvidos, mas quando as examinamos, não encontramos nada de substancial para o coração. Depois de as termos ouvido, perguntamo-nos que proveito tirámos delas.

É ainda o símbolo de todas as pessoas que têm os meios para serem úteis e não o são, de todas as utopias*, de todos os sistemas vazios, de todas as doutrinas sem base sólida. O que falta, a maior parte das vezes, é a verdadeira fé, a fé fecunda, a fé que remexe as fibras do coração, em resumo, a fé que move montanhas. São árvores que têm folhas, mas não têm frutos; é por isso que Jesus os condena à esterilidade, pois virá o dia em que ficarão secos até à raiz. Isto quer dizer que todos os sistemas, todas as doutrinas que não tenham produzido nenhum bem para a humanidade cairão no vazio; todos os homens voluntariamente inúteis, por falta de terem posto a funcionar os recursos que tenham em si, serão tratados como a figueira seca.

Os médiuns são os intérpretes dos espíritos, substituem os órgãos materiais que lhes faltam para nos transmitirem as suas instruções. É por isso que são dotados de faculdades para esse efeito. Nestes tempos de renovação social têm uma missão particular, são árvores que devem dar o alimento espiritual aos seus irmãos; são multiplicados para que o alimento seja abundante, encontram-se em todo o lado, em todos os países, em todas as classes sociais, entre os ricos e entre os pobres, entre os grandes e os pequenos, para que não haja deserdados e para provar aos homens que todos são chamados. Mas se eles se desviam do seu objectivo providencial, a faculdade preciosa que lhes é concedida, se se servem dela para coisas fúteis ou nocivas, se a colocam ao serviço de interesses mundanos, se em vez de frutos salutares produzem maus frutos, se se recusam a torná-la lucrativa para os outros, se não tiram proveito dela para se aperfeiçoarem a si próprios, são como a figueira estéril. Deus retirar-les-á o dom que se torna inútil nas mãos deles; a semente que eles não sabem fazer frutificar e os deixará tornarem-se presas dos maus espíritos.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo ( Capítulo XIX, itens 8 a 10)

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